Quem pode entrar
A maioria dos templos hindus do norte da Índia, do Nepal e de Bali, assim como os templos tâmeis de Singapura e da Malásia, recebe visitantes de qualquer fé. Outros restringem a entrada, e a regra é declarada com clareza no portão. Em Kerala a maioria dos templos admite apenas hindus: o Templo Sree Padmanabhaswamy, em Thiruvananthapuram, aplica essa regra junto com um rigoroso código de vestimenta tradicional. O Templo de Jagannath, em Puri, também é só para hindus, e muitos templos de Tamil Nadu fecham os seus santuários internos a não hindus.
O acesso parcial é comum. No Templo Meenakshi Amman, em Madurai, não hindus percorrem os corredores e salões externos, mas não os santuários de Meenakshi e Sundareswarar. Em Pashupatinath, em Katmandu, só hindus podem entrar no pátio do templo principal, e os demais olham pelos portões ou dos terraços do outro lado do rio; Changu Narayan e Dakshinkali também mantêm os não hindus fora do recinto interno. Em Bali o pátio mais interno de um pura é reservado aos fiéis, como em Uluwatu.
O que vestir
Cubra ombros e joelhos e, na prática, um pouco mais: calça comprida ou saia longa, blusa com mangas, nada justo ou transparente. O Siddhivinayak, em Mumbai, e o Chamundeshwari, em Mysore, barram bermudas e blusas sem mangas, e o Swaminarayan Akshardham, em Délhi, distribui panos para cobrir o corpo no portão. O BAPS Hindu Mandir, em Abu Dhabi, pede ombros, peito e joelhos cobertos. Nos templos mais rigorosos de Kerala os homens usam um mundu branco e ficam de peito nu, e as mulheres usam sári ou saia longa; no Gavi Gangadhareshwara, em Bangalore, pode-se pedir aos homens que tirem a camisa no santuário.
Sapatos, couro e celulares
Os sapatos saem no portão ou ao pé da escadaria, e a maioria dos grandes templos mantém um guarda-sapatos gratuito ou de preço simbólico. Meias costumam ser permitidas e são uma bênção na pedra quente; em Karni Mata, em Deshnoke, onde ratos correm livremente pelo chão, são recomendáveis. Muitos templos também proíbem o couro, por isso deixe para trás cintos, carteiras e bolsas de couro, como em Pashupatinath, em Eklingji, perto de Udaipur, e em Somnath.
A segurança ficou mais rígida nos maiores templos. No Akshardham de Délhi, celulares, câmeras, bolsas e comida vão para um guarda-volumes antes de você entrar na fila, de modo que é impossível fotografar lá dentro, e o Meenakshi Amman, o Kashi Vishwanath, em Varanasi, e o Krishna Janmabhoomi, em Mathura, têm regras semelhantes. Leve o mínimo possível e conte com uma revista pessoal.
Bali é diferente
O hinduísmo balinês tem costumes próprios. Um sarongue e uma faixa amarrada na cintura são obrigatórios para todos, homens inclusive, nos pátios dos templos, e são emprestados na entrada de Uluwatu, Tirta Empul, Pura Lempuyang e Besakih. Os ombros devem estar cobertos. Tradicionalmente pede-se às mulheres menstruadas que não entrem, regra afixada em Tirta Empul e em muitos outros puras. Não suba em santuários nem em muros e nunca pise nas pequenas oferendas de folha de palmeira, os canang sari, deixadas no chão.
Em Tirta Empul os visitantes podem participar da purificação nas piscinas alimentadas por nascentes, usando um sarongue de banho separado, fazendo antes uma pequena oferenda e seguindo os fiéis de bica em bica, sem espirrar água nem posar para fotos. Em Besakih recuse os guias não oficiais perto do estacionamento e contrate apenas no balcão oficial.
Darshan, puja e oferendas
O darshan, ver a divindade e ser visto por ela, é o coração da visita a um templo e, nos templos movimentados, significa fila. Muitos grandes templos vendem darshan rápido pago, como o Meenakshi Amman, o Kamakhya, em Guwahati, e o Kashi Vishwanath. Se um sacerdote lhe oferecer uma bênção, uma marca vermelha na testa ou um prasad doce, aceite com a mão direita; ele pode esperar uma pequena doação, e você é livre para dar o que quiser. Contorne o santuário no sentido horário, mantendo-o à sua direita.
Fotografia
Muitos templos proíbem fotografias no interior, e alguns proíbem celulares por completo. Kedarnath proíbe fotos lá dentro, enquanto o Galtaji, em Jaipur, e Karni Mata cobram uma pequena taxa de câmera. Em Pashupatinath os ghats crematórios podem ser vistos, mas comporte-se como num funeral: mantenha distância dos enlutados e nunca fotografe uma cremação de perto. Os sadhus que posam para fotos esperam uma gorjeta.
Erros comuns
Os erros habituais são entrar num santuário usando couro, dar ou receber algo com a mão esquerda, andar no sentido anti-horário e tocar numa imagem ou na bandeja de oferendas de um sacerdote. Em Bali o erro é tratar um pura como cenário: a fila para a foto no portão partido de Pura Lempuyang pode durar horas, e os pátios internos não fazem parte do espetáculo. Acima de tudo, leia o aviso no portão e aceite uma recusa sem discutir.