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Guia para o visitante

Como visitar uma sinagoga: roupa, segurança e Shabat

Quando as sinagogas abrem aos visitantes, como se vestir, por que a segurança é rigorosa e como se portar num culto, de Praga a Djerba.

Sinagogas ativas e museus

As sinagogas abertas a visitantes dividem-se em dois grupos. Algumas são casas de oração ativas que abrem aos visitantes em dias determinados, como a Sinagoga da Rua Dohány, em Budapeste, a Sinagoga Velha-Nova, em Praga, e a Sinagoga Portuguesa, em Amsterdã. Outras são hoje museus sem congregação, como a Sinagoga Antiga e a Sinagoga Alta de Cracóvia, Santa María la Blanca, em Toledo, e as sinagogas Maisel e Espanhola do Museu Judaico de Praga. As regras são mais rígidas no primeiro grupo, mas a cortesia é esperada em ambos, já que muitas sinagogas-museu são também memoriais.

Um terceiro tipo fica no meio-termo: sinagogas históricas em lugares onde a comunidade minguou, como a Ibn Danan, em Fez, a Ben Ezra, no Cairo, e a Etz Hayyim, em Chania. Ali um zelador ou guardião abre a porta, uma pequena taxa ou doação é habitual, e pode-se pedir aos homens que cubram a cabeça. O horário de abertura é informal, por isso vá de manhã e tenha paciência.

Shabat e feriados

O Shabat vai do pôr do sol de sexta-feira ao anoitecer de sábado, e quase todas as sinagogas ativas ficam fechadas aos turistas no sábado. O horário de sexta-feira costuma ser mais curto e, no inverno, termina bem antes do pôr do sol. Os feriados judaicos também as fecham: Rosh Hashaná e Yom Kipur em setembro ou outubro, Sucot pouco depois e Pessach na primavera. A Sinagoga da Rua Dohány, a Sinagoga Velha-Nova e a Grande Sinagoga de Roma seguem esse padrão, por isso consulte o calendário oficial se as suas datas caírem nesses meses. De domingo a quinta-feira são os dias garantidos.

Segurança e reservas

Conte com a segurança e não leve para o lado pessoal: muitas sinagogas já foram alvo de atentados, e as verificações são rotina. A Grande Sinagoga de Roma tem inspeção como a de aeroporto e não admite bolsas grandes. Na Neve Shalom, em Istambul, as visitas devem ser combinadas com antecedência por meio da comunidade judaica, normalmente enviando o nome e os dados do passaporte alguns dias antes, e o mesmo passaporte é verificado na porta. Em El Ghriba, em Djerba, há verificação de passaporte e revista de bolsas no posto policial antes do portão, e o acesso pode ser suspenso de última hora.

Nunca fotografe entradas, guardas ou dispositivos de segurança. Algumas sinagogas só podem ser vistas em visita guiada: em Roma, o ingresso do museu inclui uma breve visita à sinagoga principal em horários fixos, e não se pode entrar sozinho na sala de oração. Em Budapeste, ingressos com horário marcado comprados online encurtam a fila de verão na entrada da Rua Dohány.

O que vestir

Os homens cobrem a cabeça numa sinagoga ativa, e quipás de papel são distribuídos na porta da Sinagoga da Rua Dohány, da Sinagoga Velha-Nova e da Sinagoga Portuguesa; um boné ou chapéu serve igualmente bem. Ombros e joelhos devem estar cobertos para todos, e em Roma e Budapeste isso é verificado. As mulheres ortodoxas casadas cobrem o cabelo, mas raramente se pede o mesmo às visitantes. Em El Ghriba os visitantes também tiram os sapatos na sala de oração e cobrem a cabeça, um costume norte-africano que surpreende muitos visitantes europeus.

Assistir a um culto

Os visitantes costumam ser bem-vindos aos cultos se se comportarem como convidados: chegue na hora, vista-se bem, sente-se onde o recepcionista indicar e levante-se quando os outros se levantarem. Nas sinagogas ortodoxas homens e mulheres sentam-se separados, as mulheres numa galeria ou atrás de uma divisória; na Sinagoga Velha-Nova as mulheres ainda olham por pequenas aberturas nas paredes. No Shabat não use o celular, não tire fotos e não escreva nada. A Sinagoga Portuguesa de Amsterdã realiza ocasionalmente cultos e concertos à luz de velas no inverno, a única época em que os seus grandes lustres são acesos.

Fotografia

As regras variam. Fotografar é permitido na Sinagoga Portuguesa nos dias de visita, mas não durante os cultos, e na Ben Ezra, no Cairo, geralmente não é permitido, por isso pergunte antes ao guardião. Sinagogas memoriais como a Sinagoga Pinkas, em Praga, cujas paredes trazem os nomes dos judeus da Boêmia e da Morávia assassinados no Holocausto, pedem discrição mesmo onde as câmeras são permitidas. Nunca fotografe fiéis ou crianças sem pedir licença.

Erros comuns

O erro mais comum é chegar num sábado de manhã em Praga ou Budapeste e encontrar as portas fechadas. Outros são levar uma mochila grande a uma sinagoga com segurança rigorosa, subir na bimá, a plataforma de leitura, ou tocar na cortina da arca, e tratar o cemitério ao lado como um parque. Nos cemitérios judaicos os visitantes deixam uma pedrinha sobre o túmulo em vez de flores, e também ali pode-se pedir aos homens que cubram a cabeça, como no Cemitério da Coming Street, em Charleston.

Sinagogas do catálogo com tours

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A Sinagoga Espanhola é administrada pelo Museu Judaico de Praga e não pode ser visitada com um ingresso próprio.

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